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Preso no Amapá homem condenado por estupro de criança

Homem de 62 anos foi detido no Pacoval após foragir. Ele usava doces e joias para comprar o silêncio da vítima de 10 anos.

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Curadoria Nortícia
Amapá · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 444 palavras
Viatura policial em operação urbana no Amapá
Homem de 62 anos foi detido no Pacoval após foragir. Ele usava doces e joias para comprar o silêncio · Foto: Redação Nortícia

A cidade de Macapá registrou nesta segunda-feira (25) uma ação importante da Polícia Civil voltada à proteção de menores. Um homem de 62 anos foi detido no bairro do Pacoval, situado na Zona Norte da capital. A prisão não foi fruto de um crime novo, mas o cumprimento de uma dívida antiga com a Justiça. Ele estava foragido após condenação por crimes graves contra uma criança.

Condenação e Fuga

A história jurídica deste suspeito já estava traçada. Ele havia sido condenado pela justiça amapaense a cumprir uma pena de 14 anos em regime fechado. A decisão judicial é rigorosa, dada a natureza dos delitos. No entanto, até esta semana, o condenado não estava recolhido ao sistema prisional. Ele se encontrava foragido, desafiando o mandado de prisão e evitando a punição. A operação desta segunda-feira finalmente localizou e apreendeu o indivíduo, garantindo que ele cumpra a pena.

O Abuso da Confiança

Os fatos que levaram à condenação remontam ao período entre 2015 e 2018. A vítima, uma menina que na época dos crimes contava com apenas 10 anos de idade, vivia em uma relação de proximidade com o agressor. Ele era companheiro da avó da criança e, por essa convivência, era considerado um "avô de criação". Essa relação de parentesco socioafetivo foi usada para facilitar o acesso à vítima e mascarar as intenções criminosas.

Durante as visitas à casa da família, o homem encontrava oportunidades para agir. O relato policial indica que ele esperava momentos de solidão com a criança. A estratégia para manter a criança sob controle e silêncio envolvia a suborno. Ele ofertava chocolates, bombons, joias e até maquiagem. Essa "compra" do silêncio é um elemento agravante que demonstra o cálculo perverso do agressor. O que começou com carícias indesejadas evoluiu para estupro, ocorrendo em pelo menos três ocasiões distintas.

O Flagrante e a Denúncia

O ciclo de abusos só foi quebrado graças a uma intervenção fortuita. Uma testemunha surpreendeu o suspeito e a vítima em uma situação de nudez dentro de um cômodo da residência. O homem tentou se esquivar na hora, apresentando justificativas, mas não convenceu quem presenciou a cena. Esse momento foi crucial para o desfecho do caso.

Após o flagrante, a criança se sentiu segura para relatar o que vivia. Ela contou a verdade ao pai. A reação da família foi imediata. A avó da criança rompeu o relacionamento com o companheiro. No entanto, diante da possibilidade de prisão, o homem fugiu. A perícia policial e as investigações subsequentes culminaram na denúncia e na condenação a 14 anos. Agora, com a prisão no Pacoval, a Justiça retoma o curso sobre o caso.

Com base em g1-ap.

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