Suspeito de triplo homicídio se entrega em Porto Nacional
Homem acusado de matar jovem em 'brincadeira de piscina' foi preso em Porto Nacional (TO). Ele responde por outros dois assassinatos na região.
A segurança pública em Tocantins ganhou um desfecho importante na última sexta-feira (22). Wesley Parente Pereira, de 43 anos, se apresentou à polícia. Ele é um homem procurado pela justiça e carrega quatro mandados de prisão. O caso mais notório envolve a morte de um jovem em Porto Nacional. O crime ocorreu em 2025 e ficou conhecido como o "caso da piscina".
A prisão aconteceu na sede da 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC). Wesley estava acompanhado de seu advogado. A ação encerra um período onde o suspeito era considerado foragido. A polícia civil agora tem o tempo necessário para aprofundar as investigações sobre os crimes violentos que ocorreram na região central do estado.
O crime chocou a cidade
Em 2025, a morte de Lucas Rodrigues da Costa mobilizou Porto Nacional. As circunstâncias do crime chamaram a atenção. A polícia investiga que o assassinato ocorreu após uma "brincadeira na piscina" ter dado errado. Lucas era jovem e o caso gerou repercussão local.
Antes da entrega de Wesley, as autoridades já haviam tomado providências. Um adolescente de 17 anos foi apreendido. Ele é suspeito de participação no mesmo crime que vitimou Lucas. A prisão do menor foi um passo inicial, mas a prisão do executor principal era aguardada com urgência pelas famílias e pela comunidade.
A investigação aponta que Wesley não agiu sozinho ou apenas naquele episódio. A violência atribuída a ele parece ter um alcance maior no município. O trabalho da Polícia Civil foi fundamental para conectar os indícios e emitir os mandados que levaram à captura.
Investigação de outros crimes
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelou que a suspeita vai além do caso da piscina. Wesley é o principal investigado pela morte de Esequiel Araújo Reis. Esse homicídio aconteceu em 18 de abril de 2025. O intervalo entre os crimes e o modus operandi preocuparam as autoridades.
Além de Esequiel, a polícia investiga a participação de Wesley em um terceiro homicídio. Este terceiro caso também foi registrado na região central de Porto Nacional. A concentração de crimes na mesma área eleva a preocupação sobre a atuação de grupos organizados ou de criminosos com alta periculosidade em ação na cidade.
Com quatro mandados de prisão cumpridos, a justiça agora avalia a situação processual. A prisão preventiva é necessária para garantir a integridade das investigações. A polícia continua trabalhando para levantar todas as provas materiais e testemunhais que sustentem as acusações.
A versão da defesa
Ao se entregar, Wesley Parente Pereira seguiu uma estratégia jurídica comum. Ele se apresentou voluntariamente, o que pode atenuar a pena em futuras decisões judiciais. A presença do advogado garantiu que os procedimentos legais fossem respeitados durante a detenção.
A defesa do suspeito emitiu uma nota pública sobre o caso. Nela, os advogados afirmam confiar na inocência de Wesley. O texto defende que a apresentação espontânea foi um ato de "boa-fé" e colaboração com as investigações. A defesa argumenta que o cliente quer esclarecer os fatos.
Por outro lado, o Ministério Público e a Polícia Civil baseiam suas acusações em indícios colhidos durante o inquérito. A disputa entre a versão da defesa e as acusações da polícia agora segue para o âmbito do judiciário. O processo penal vai definir a culpabilidade ou inocência do suspeito.
Próximos passos
Com o suspeito preso, os inquéritos policiais devem ganhar ritmo. A Polícia Civil precisa ouvir Wesley novamente, agora na condição de preso. O objetivo é confrontar a versão dele com as provas já coletadas. A expectativa é que a prisão traga respostas para as famílias das vítimas.
Em Porto Nacional, a comunidade aguarda as conclusões dos laudos periciais. Os crimes violentos abalam a estrutura social de cidades do interior do Tocantins. A atuação rápida da polícia ao emitir os mandados foi crucial para evitar que o suspeito continuasse foragido por mais tempo.
A segurança na região central do estado segue sob observação. A SSP monitora as estatísticas de criminalidade para alocar recursos onde forem necessários. O caso de Wesley Parente Pereira destaca a importância de investigações que conectam ocorrências isoladas para identificar padrões de criminalidade.
O processo segue sigiloso em partes, mas a justiça deve ser pública. A sociedade acompanha os desdobramentos para garantir que a responsabilidade pelos crimes seja apurada. A prisão é o primeiro passo para a resolução desses casos tristes que marcaram o ano de 2025 e continuam ecoando em 2026.
Com base em g1-to.
Curadoria Nortícia
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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