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Adolescente morre ao saltar em poço de erosão no Jardim Aureny II, em Palmas

Jovem de 17 anos não sabia nadar e pulou de três metros de altura em área de mata; corpo foi encontrado por Bombeiros.

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Ananda Rocha
Tocantins · AM
09 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 503 palavras
Viatura do Corpo de Bombeiros estacionada em área de terra batida próximo à vegetação no setor Jardim Aureny II.
Jovem de 17 anos não sabia nadar e pulou de três metros de altura em área de mata; corpo foi encontr · Foto: Redação Nortícia

A tarde de sol no setor Jardim Aureny II, na região Sul de Palmas, tinha tudo para ser mais um dia de lazer para um grupo de jovens. Mas a diversão virou tragédia por volta das 16h desta segunda-feira (8). Um adolescente de 17 anos morreu afogado após saltar de uma altura de três metros direto em um poço de água escura, formado pela erosão do solo na área de mata do bairro. Ele não sabia nadar.

O local é uma voçoroca, uma espécie de ferida aberta na terra pela água da chuva, que acumula líquido e sedimentos no fundo. Para quem está em cima, parece uma piscina natural, escondida no meio da vegetação do cerrado. Mas a profundidade é traiçoeira e o fundo, lodoso. O rapaz pulou e simplesmente desapareceu na superfície.

Três adolescentes do sexo feminino, que estavam com ele, viram a cena. Uma delas contou aos militares do Corpo de Bombeiros que o amigo submergiu logo após o impacto e não voltou à tona. O desespero tomou conta da mata fechada. O chamado para o 193 foi rápido, mas a correria contra o relógio em águas turvas é sempre difícil.

A equipe do Grupamento de Busca e Salvamento chegou e iniciou o mergulho. O trabalho é delicado: é preciso vasculhar o fundo cego, às apalpadelas, cercado por lama e galhos. O corpo do jovem foi encontrado a cerca de dois metros de profundidade. Já não havia mais vida. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) fez o atendimento, mas apenas constatou o óbito no local.

O resgate do corpo exigiu calma e técnica. A Polícia Científica foi acionada para isolar a área e fazer a perícia, um procedimento padrão em óbitos sem causa natural esclarecida. Depois disso, o Instituto Médico Legal (IML) levou o adolescente para a necropsia. A família,avisada por amigos, recebeu a notícia que ninguém quer ouvir.

O Jardim Aureny II é um bairro residencial, com casas térreas e ruas calmas. Mas nas bordas do loteamento, a cidade dá lugar para o terreno natural. É nessas divisas que a erosão hídrica, comum em Palmas devido ao tipo de solo e ao intenso período de chuvas, cria esses poços. A água se acumula, a terra cede e o buraco aumenta. Para quem mora perto, o perigo é visível, mas para jovens em busca de aventura, a curiosidade muitas vezes vence o sinal de alerta.

Bombeiros e Defesa Civil reforçam o pedido de cuidado. O lema é simples: não entre em águas desconhecidas. Se não dá para ver o fundo, não entre. Se não sabe a profundidade, não pule. Águas paradas em áreas de mata podem esconder troncos, lama profunda, animais peçonhentos e, como visto nesta segunda, o risco de afogamento.

Denúncias sobre áreas de risco ou erosão que possam oferecer perigo à população podem ser feitas à Defesa Civil de Palmas pelo telefone 199 ou pelo aplicativo 'Guardião Municipal'. Em caso de emergência, a ligação deve ser direta para o Corpo de Bombeiros, no número 193.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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