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Amazonas registra média de 17 estelionatos por dia no primeiro quadrimestre

Levantamento da SSP-AM aponta 2.151 casos entre janeiro e abril; modalidades via PIX, falso parente e falsa central bancária lideram as investigações.

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Diego Câmara
Amazonas · AM
04 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 415 palavras
Pessoa segura o celular enquanto visualiza aplicativo bancário em ambiente urbano.
Levantamento da SSP-AM aponta 2.151 casos entre janeiro e abril; modalidades via PIX, falso parente · Foto: Redação Nortícia

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registrou 2.151 boletins de ocorrência por estelionato entre janeiro e abril deste ano. O número equivale a uma média de 17 registros diários do crime tipificado no Artigo 171 do Código Penal, que prevê a obtenção de vantagem ilícita mediante fraude ou engano em prejuízo alheio.

Os dados consolidados pela Polícia Civil apontam uma consolidação das fraudes digitais como modalidade predominante no estado. Delegacias especializadas em Crimes Cibernéticos e as unidades distritais têm investigado três mecanismos principais de ação: o golpe do PIX, o golpe do falso parente e a falsa central bancária.

No âmbito do golpe do PIX, a conduta investigada envolve o uso de bases de dados vazadas ou engenharia social para persuadir a vítima. Segundo os inquéritos, os agentes criminosos enviam comprovantes de transferência adulterados ou se passam por empresas de cobrança, alegando débitos inexistentes. A vítima é induzida a realizar o pagamento imediato para evitar juros ou bloqueios de cadastro.

Já o golpe do falso parente caracteriza-se pelo uso indevido de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp. Os investigadores relatam que criminosos clonam o contato da vítima ou utilizam números de telefones desconhecidos, simulando uma situação de emergência. A narrativa adotada costuma solicitar transferências bancárias urgentes, sob o pretexto de acidentes, sequestros ou problemas com pagamentos, impedindo que a vítima confirme a veracidade dos fatos.

A terceira modalidade recorrente no Amazonas é a falsa central bancária. Nesta configuração, os estelionatários realizam ligações telefônicas para as vítimas, se identificando fraudulentamente como funcionários de instituições financeiras. O roteiro da fraude alerta para movimentações suspeitas na conta corrente ou, em alguns casos, alega a necessidade de atualização cadastral. O objetivo da ligação é coletar dados sensíveis, como senhas e tokens de segurança, para esvaziar a conta.

A Polícia Civil do Amazonas destaca que a maioria dos casos tem dificuldade de elucidação devido à utilização de contas bancárias de laranjas e números de telefones pré-pagos registrados em terceiros. As investigações seguem em sigilo, com análise de fluxo financeiro e quebra de sigilo bancário e telemático solicitadas via ofícios judiciais.

Para fins de perícia, recomenda-se que a vítima preserve todas as evidências da interação, capturas de tela das conversas e comprovantes das transações. O registro da ocorrência pode ser realizado presencialmente em qualquer delegacia ou via plataforma digital da Polícia Civil. A tipificação penal prevê pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa, se o crime não é cometido contra a administração pública.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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